Atores não se conheciam e não usaram internet para pesquisarem um sobre o outro: ‘Eu e Leandra só fomos nos conhecer em cena. Mostrou bem a realidade do que é o filme’, diz ator colombiano

 

Por Cristiane Rodrigues, Gshow, Rio
25/07/2017 08h42

 

Os atores Leandra Leal e Manolo Cardona revisitaram o Cine Odeon – Centro Cultural Luiz Severiano Ribeiro, no Centro do Rio, para bater um papo com o Gshow e contar curiosidades sobre o longa de Love Film Festival, que tem estreia marcada para o dia 27/7, quinta-feira, nos cinemas de todo o Brasil.

Com produção e direção de Manuela Dias, autora de Ligações Perigosas e Justiça, o filme foi rodado por seis anos em quatro países, como Portugal, Colômbia, Brasil e Estados Unidos. Para Leandra, a proposta do longa foi encantadora desde o começo.

“A ideia de fazer o filme veio da Manu e aconteceu durante um festival de cinema. Eu achei encantadora a proposta de fazer um filme colaborativo e que tivesse improviso. É um híbrido de ficção com documentário porque nós somos ficção, mas as pessoas e as histórias são reais”, explica Leandra.

O colombiano Manolo Cardona foi escalado e topou na hora o desafio de gravar o filme a longo prazo e viajar para diversas cidades. Mas, para ele, a temporada no Rio de Janeiro foi bem especial, já que alguns pontos turísticos da cidade são usados como cenários.

“Começamos a gravar em 2009 e a gente não se conhecia. O mais engraçado é que naquela época não era comum usar a internet e pesquisar sobre uma pessoa. Eu e Leandra só fomos nos conhecer em cena. Foi maravilhoso porque mostrou bem a realidade do que é o filme”, acredita Manolo.

“Eu não falo quase nada de português e o pouco do ‘portunhol’ que aprendi foi nos bastidores com os amigos do filme. O mais legal é que viramos tão amigos, todos nós da produção, que somos uma família. Acho o Brasil encantador e gostaria de morar um tempo aqui no Rio de Janeiro. É uma cidade linda”, afirma Manolo.

Como a equipe do filme tinha cerca de 10 pessoas, incluindo elenco, desempenhar mais de uma função era fundamental para o sucesso da obra, lembra Leandra.

“Eu mesma que fazia a minha maquiagem. As roupas da Luzia, a minha personagem, são minhas e que uso no meu dia a dia. É muito divertido e até curioso, porque teve uma transição natural. De eu bem menina e eu agora, do jeito que sou hoje. É um projeto incrível e que eu adorei participar”, lembra Leandra.

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